O Surrealismo ficou conhecido como um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris nos 20 anos, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas Grandes Guerras Mundiais. A palavra "Surrealismo" supõe-se ter sido criada em 1917 pelo poeta Guillaume Apollinaire. As características do Surrealismo são como uma combinação do representativo, do abstrato, do irreal e do inconsciente. Entre muitas de suas metodologias estão a colagem e a escrita automática. Segundo os Surrealistas, a arte deve se libertar das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, buscando expressar o mundo do inconsciente e dos sonhos. No manifesto e nos textos escritos posteriores, os Surrealistas rejeitam a chamada ditadura da razão e valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra. Humor, sonho e a contra lógica são recursos a serem utilizados para libertar o homem da existência utilitária. Segundo esta nova ordem, as ideias de bom gosto e decoro devem ser subvertidas. O Surrealimo destacou-se nas artes, principalmente por quadros, esculturas ou produções literárias que procuravam expressar o inconsciente dos artistas, tentando driblar as amarras do pensamento racional. Entre seus métodos de composição estão a escrita automática. O Perfeccionismo é conhecido como um distúrbio neurótico no qual a pessoa procura fazer qualquer atividade de modo exato e perfeito (obviamente), mais como uma “fobia de cometer erros”. É descrito que existem dois tipos de Perfeccionismo: o "normal" (quando a pessoa se esforça para fazer algo bem feito (segundo alguns, isso nem pode ser considerado Perfeccionismo) e o neurótico (quando a pessoa tem um comportamento compulsivo excessivo de esforço, chegando níveis monumentais e inúmeras quantidades de repetições da mesma atividade). Por ter normalmente ter grande qualidade, trabalhos vindos de Perfeccionistas normalmente são os melhores e mais premiados. Raramente uma pessoa dentro deste quadro fracassa. Um erro muito comum dos psicólogos e dos leigos também é confundir Transtorno Obsessivo-Compulsivo com o perfeccionismo, mesmo tendo uma linha muito tênue entre ambos. Isso geralmente agrava os problemas, pois o tratamento concedido foi errôneo. Exige uma grande carga emocional e física, por sempre buscar a excelência. Por vezes a mesma coisa é repetida inúmeras vezes até ficar "aceitável" por um Perfeccionista (e normalmente, aos olhos de um Não-Perfeccionista, está excelente). Os riscos quando alguém Perfeccionista fracassa, como já dito, são tão críticos que dependendo do erro, pode gerar problemas que o levem de uma simples depressão até à morte. É difícil diferenciar uma obra Surrealista de uma obra Perfeccionista, por que para ficar fora do que se diz real, deve ser perfeito para driblar os olhos e a complexidade cerebral do observador, geralmente a diferença entre ambas, é o fato de que o Perfeccionismo é perfeito em tudo, no Real, Surreal e Artificial. Já o Surrealismo é apenas limitado a ser fora do Real, mas ele brinca com coisas reais tornando-as impossíveis para o nosso senso comum de lógica, sendo inusitado, esplêndido e frustrante.
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